quarta-feira, 3 de junho de 2009

perecíveis

Eu postei, segunda feira, sobre começar a semana fazendo notícia antes mesmo de saber daquela que chocaria o país e o mundo dali a alguns minutos.

São acontecimentos grandes demais para assimilar em nossa mente. São tragédias sem precedentes que nos mobilizam e nos tiram do nosso centro, abalam nossas certezas e nossa onipotência também. A gente se sente pequeno, mas sente também que viver não tem remédio, como diria o poeta. Não podemos deixar de viajar porque céu e estradas oferecem riscos. Não podemos deixar de sair às ruas porque o trânsito é violento. Não podemos deixar de viver pelo fato de simplesmente existir representar um risco. Mas assusta, sim, viver em dias como esses. Assusta estarmos tão vulneráveis quando somos seres tão cheios de desejos e sonhos. Assusta o valor que damos a pequenos problemas quando vemos que tem bens muito maiores em jogo todos os dias, a cada minuto.

Me senti pequena, vulnerável e humana.

E cada vez mais eu percebo que a gente precisa muito, crer para ver. Ou melhor, somente crer mesmo, sem a certeza de ver.

Só crer. Apenas crer.

5 comentários:

pensar disse...

Oi Lu,

Basta estar vivo para correr risco.
Como diria meu amigo: "quem morre de vespera eh peru"
E muita ação para não sentir esse frio.Um , dois, tres e ja....
bjs

Carol disse...

Muito triste tudo isso.

Acho que a percepção da morte nos traz mais responsabilidade de gastarmos bem o tempo que ainda temos...

Quem sabe paramos de nos preocupar com bobagens e, afinal, VIVEMOS?

Wania disse...

Lu,infelizmente, notícias como esta, que nos chocam profundamente, acabam nos "sacudindo" pra vida!
Nos fazem valorizar ainda mais os "pequenos" bons momentos, que as vezes, passam batido no turbilhão dos dias!
Nossa data de validade veio apagada, portanto vamos aproveitar bem o HOJE, que é o único tempo que temos!

Bjão.

Luciane disse...

É bem isso, gurias...essa sensação de vulnerabilidade tem que servir para nos empurrar para a vida!
Beijos!

Renata de Aragão Lopes disse...

Cada minuto vivido como se fosse o último...