quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Limites

Agora chega, ela disse. Não, ela não disse. Ela cuspiu essas palavras só depois de terem sido ditas por ele. A originalidade nunca fora seu forte. Não havia mais nada a ser tentado porque não havia mais dor que coubesse no peito.

Ela seguiu: Preciso aprender a impor fronteiras para saber até onde vou e ate onde tu chegou em mim. Não quero, mas preciso. Não posso, mas devo. Me ajuda. Se minha pele falasse agora ela iria gritar, iria pedir que tu a domasse, que tu a perdoasse, ela iria dizer que eu me perdoei, que perdi todos os pelos do meu corpo queimados pelas minhas chamas que te arderam tanto tambem. Agora estou cansada. Só preciso dormir um pouco.

Não existe tempo, não existem anos, nem dias. Existe, sim, uma eternidadade que recai sobre minhas costas. A eternidade do que eu nunca havia aprendido antes. A eternidade de tudo o que não seja tarde. Tudo que não tarde.

E assim se foram, até o próximo nunca mais.

LÍMITES
¿Quién dijo alguna vez: hasta aquí la sed,hasta aquí el agua?
¿Quién dijo alguna vez: hasta aquí el aire, hasta aquí el fuego?
¿Quién dijo alguna vez: hasta aquí el amor,hasta aquí el odio?
¿Quién dijo alguna vez: hasta aquí el hombre, hasta aquí no?
Sólo la esperanza tiene las rodillas nítidas. Sangran.
Juan Gelman

8 comentários:

Lara Amaral disse...

Gosto muito do seu jeito de escrever!

E o poema anterior tbm tá show!

Beijinho!

Marcos Satoru Kawanami disse...

quem espera de joelhos, acaba desesperando.

a horizontal é bom limite, esperar sonhando.

Luciane disse...

Obrigada LAra! Venha sempre aqui, viu? Beijo!
***
Desesperando e sangrando, Marcos! Sonhar é bem melhor né? Mas dá pra esperar caminhando também...:)

Olhozinho disse...

Oi Lu! Adoro quando pintas personagens... Lindo demais esse!
Lembrei de um lindo Mario Benedetti, com o qual te presenteio e aguardo aquela ceva! Beijão!

ROSTRO DE VOS

Tengo una soledad
tan concurrida
tan llena de nostalgias
y de rostros de vos
de adioses hace tiempo
y besos bienvenidos
de primeras de cambio
y de último vagón.

Tengo una soledad
tan concurrida
que puedo organizarla
como una procesión
por colores
tamaños
y promesas
por época
por tacto
y por sabor.

Sin temblor de más
me abrazo a tus ausencias
que asisten y me asisten
con mi rostro de vos.

Estoy lleno de sombras
de noches y deseos
de risas y de alguna
maldición.

Mis huéspedes concurren
concurren como sueños
con sus rencores nuevos
su falta de candor
yo les pongo una escoba
tras la puerta
porque quiero estar solo
con mi rostro de vos.

Pero el rostro de vos
mira a otra parte
con sus ojos de amor
que ya no aman
como víveres
que buscan su hambre
miran y miran
y apagan mi jornada.

Las paredes se van
queda la noche
las nostalgias se van
no queda nada.

Ya mi rostro de vos
cierra los ojos
y es una soledad
tan desolada.

Nádia Lopes disse...

Lindo LU!
A familia anda inspiradíssima e eu fico feliz em lê-los!
beijo grande

Dona ervilha disse...

Não tenho como comentar, apenas dizer que deu vontade de sentar numa mesa de bar e conversar muito.
Beijo.

Wania disse...

Entradas e Bandeiras

Lu, como é difíííícil demarcar as fronteiras, não é mesmo?

Lindo texto, faz pensar!
E vamos seguindo desbravando os nossos territórios e fincando bandeiras, a gente chega lá, com certeza!

Bjo carinhoso pra ti!

PS: amei teu comentário lá no meu cantinho, Obrigada!

Luciane Slomka disse...

Juli, que coisa mais linda esse presente do Benedetti que tu me deixou. A cerveja nos aguarda! Beijos!
***
Que bom, Nádia! Saudades tuas! Beijão!
***
Putz, Carminha, e teu comentário também me deu a mesma vontade! Vou te mandar meu fone pelo teu blog. Vamos nos comunicar, poxa. Acho que tem muito assunto!!! Beijo!!
***
Wania, adorei a imagem da bandeira. Porque as vezes precisamos mesmo demarcar concretamente nossos territórios. Mostrar ao mundo que cara tem aquela "terra" que conquistamos. Beijão e obrigada!