quinta-feira, 15 de julho de 2010

Quente


Eu quero vestir cada linha, cada palavra do que eu leio como se fosse a roupa do meu corpo. Melhor, eu quero que a palavra seja a minha própria pele. Suave ou forte, mas que revesta a minha alma.

O que se lê e se inscreve na pele não se apaga, não se despe, não se perde.

Eu quero cada letra e toda sabedoria que elas podem me despertar. E que então minha pele vá se espessando, crescendo, até que as roupas se tornem meros adornos, comecem até a rasgar-se e tornarem-se desnecessários, porque o calor já estará vindo de dentro de mim para debelar qualquer inverno.

3 comentários:

Tati Pastorello disse...

UAU!! Que texto forte. Quero vestir-me com as roupas e as armas de letras! Bom demais. Incrível!
Beijos.

Luciane Slomka disse...

Obrigada, Tati! Vamos nos munir de palavras e poesia, que são as melhores armas do mundo! Bjo!

Nádia Lopes disse...

grande Lu, que todo o calor das palavras e de dentro te aqueçam , sempre!
beijo