quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Brinde

A todas as coisas que sempre quisemos fazer mas achavamos que não poderiamos ou não devíamos.

A todos os medos que sempre achávamos que eram mais importantes do que o medo maior de não existirmos mais.

A todos os amores que achávamos serem possíveis de serem deixados para o futuro.

A todas as lágrimas que deixamos de derramar por medo de nos afogar.

A todas as distâncias que julgávamos instransponíveis e que nos empurraram para longe dos nossos desejos.

A todas as coragens que perdemos a oportunidade de conhecer.

A todas as pessoas que julgávamos que conhecíamos e que na verdade sempre nos foram estranhas.

A todas as vergonhas e arrependimentos que perdemos a oportunidade de experimentar por não querermos arriscar.

Tudo isso hoje ficou para trás porque agora não acreditamos mais com tanta convicção na certeza de um amanhã. E provavelmente agora, finalmente, estamos certos.

O infinito agora, paradoxalmente, nos parece mais próximo do que antes porque percebemos que nós não somos eternos. Mas algo precisa ser. E então repentinamente tudo se torna.

Essas xícaras são infinitas, o café é infinito e nossa voz e nossas vontades também.

Saúde.

3 comentários:

Marcos Satoru Kawanami disse...

a idéia do café infinito assanhou o meu palato.

Renata de Aragão Lopes disse...

Tim-tim! : )

Sonia Pires disse...

Muito legal teu post!! Gostei!!
Um abraço