quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Fôlego

nao quero apagar o que ja fui nao quero esquecer do que ardeu sinto falta das pontuacoes dos sinais do que da limites nao sei onde as linhas comecam e terminam nao entendo as palavras as vezes elas viram meros desenhos graficos disformes que nao me mostram imagem alguma sou alegre e triste plena e vazia sou assim inconstante quieta calma e trovejante nao consigo me doutrinar nem explicar em linhas cansei de ser didatica sou disforme e iletrada apaixonada sou artista sou doenca sou saude da alegria as lagrimas as imagens na retina ficam gravadas e minha mente busca novas nascer do sol pegadas na praia vestigios do que ja fui e de quem passou nao quero reedicao nao quero deixar de acreditar na vida sou amor novo em coracao velho sou uma antiguidade em promocao nova colecao passada a limpo sei do que amo e do que nao posso sei do impossivel e do evitado sei do escandalo e do grito e so por isso posso amar de novo

Ponto.

5 comentários:

Talita Prates disse...

Lu, lindo!
Amo rebeldia gramatical para exprimir o caos!
Bjo e paz.

Wania disse...

Amar de novo... faz a gente buscar muito ar na superfície.
Dá muito fôlego...
muita inspiração!!!!!!!!

Bjs, Lu

PS: sabe que nós duas fomos premiadas com um livro do Charles Kiefer por sermos seguidoras do seu blog? Uma nova iniciativa dele, passa lá e confere! Sortudas nós, hein??????

Luciane disse...

Talita. Faz bem escrever assim de vez em quando, né?
Beijos pra ti tambem!
***
Oi Wania! Vi sim e adorei a surpresa! Mas isso não é sorte, isso é porque somos duas curiosas e gostamos de ler coisas bonitas, né?
Beijos!

Daniel disse...

a escrita como a vida, ou seria a vida escrita? o tempo não para, as palavras também não... e se intercalando forma isso que nós mortais chamamos de vida...

pensar disse...

Adorei!!Estava de ferias realixando sonhos, mas dai nasceram muitos outros....... ai sao necessarias muitas vidas para pessoas felizes.
Quer botar na lista remar um barquinho?(esse ta mole de realizar)
Bjs