terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Da ausência de relógios

Meus ponteiros não giram mais
nem apontam números em círculos
Não é assim que enxergo o tempo

Assisto um mundo sinuoso, descompassado
e ritmos que nao obedecem ordem.

São meras sequências de intangibilidades:
carne, vento, maciez, nuvem, agua e música

Esse é o unico tempo re-lógico:
Etéreo e eterno

5 comentários:

Talita Prates disse...

tempo = meras sequências de intangibilidades

linda reflexão, querida...

Um bjo carinhoso.
Paz.

Marcos Satoru Kawanami disse...

eu sou obediente ao meu relógio, que é de bolso, e a corda.

ai que calor faz neste noroeste paulista, concordo com Glória Pires: "Londres, eu viveria nessa cidade."

Lara Amaral disse...

Este ano não quis que passasse rápido, mas voou. No passado, quis que voasse, e ele em centenas de meses aterrissou.

Este é o nosso tempo, temperamental, tempestuoso.

Beijos.

Renata de Aragão Lopes disse...

"Etéreo, eterno"
e digital! : )

Beijo!

Henrique Crespo disse...

Acho que Quintana disso algo mais ou menos assim:

Porque o tempo é uma invenção da morte:
não o conhece a vida - a verdadeira -
em que basta um momento de poesia
para nos dar a eternidade inteira.

Inteira, sim, porque essa vida eterna
somente por si mesma é dividida:
não cabe, a cada qual, uma porção.