quarta-feira, 28 de abril de 2010

Secando ao sol

Minhas verdades chegaram como enxurradas
E agora todos parecem ter medo de enchentes.

Parei de usar guarda-chuvas ou capas impermeáveis
Porque agora sou fluída, permeável e vulnerável,
Justamente para ser mais forte e poder ver o sol.

Mas achei que quando eu estivesse encharcada
Eu veria que todos sempre assim estiveram
E eu é quem tardei a enxergar tempestades.

Errei

Vejo pessoas rachadas, porque secaram
Temerosas de suas tormentas, como eu ja fui.

E eu agora ensopada, pingando,
entre água e lágrimas,
Me pergunto por que resolvi pensar.

Dias assim me doem tanto,...
Porque água purifica mas traz peso,

Então não hei de me afogar
Esperando que a chuva molhe a todos.

Eu me abraço em quem me importa,
Em quem souber dançar e secar ao sol.

7 comentários:

Dani disse...

às vezes vem tudo de uma vez, não é?

e o desafio continua aquele que já sabemos, ser nem terra encharcada, nem seca, para que cresçam verdes e belas as plantinhas e as flores. :)

eu sei dançar, e danço com você, amiga!

beijocas, Lu!

Nádia Lopes disse...

Lindo Lu!
muuuuuuuuuito...tb quero todas as tormentas e chuvas e esse suave secar ao sol....
beijo

J.F. de Souza disse...

trans-
corro
pela vida

que me leva
com a
chuva

fluido
mas
íntegro

=)

(peculiaridade engraçada: a palavra a digitar, pra mim, na verificação de palavras, é 'liquit'.)

=*

Henrique Crespo disse...

"Em quem souber dançar e secar ao sol." Deixar as gotas dançando na pele. Adorei esse verso. Tem uma imagem bela.

CeciLia disse...

Eu também me abraço em quem importa, querida. E sou tempestade, mesmo quando as almas calcinam. Tudo bem!

Beijos e saudades, adoro tu.

J. disse...

Tomara que eu aprenda...

Beijos.

Beth disse...

Lu, que lindo! Me arrepiei ao ler! Beijos!