segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Quanto mais, mais


Quanto mais tempo fico sem escrever, mais coisas tenho para dizer, e portanto mais dificil fica de escrever.

Quanto mais medo tenho de viver todos os riscos que uma vida pressupõe, mais vontade dá de arriscar tudo só por breves e incontroláveis momentos de felicidade.

Quanto mais eu aprendo a expressar meus desejos, mais eles me agradecem e me presenteiam com sua presença consciente -os bons e os ruins. Porque sentimento ruim também pode ser dádiva.

Quanto mais eu aprendo, mais eu me vejo menina.
Quanto mais eu me molho, mais aprendo a reconhecer quando a chuva está por chegar.

Quanto mais eu leio Clarice, mais e mais eu amo Clarice.

Quanto mais eu amo, mais percebo que esse amor que vem de mim acaba voltando para mim, como um auto-amor, simplesmente pela possibilidade de exercer a liberdade de amar (quase) sem medo.

Quanto mais eu escrevo, mais eu não sei.

4 comentários:

Renata de Aragão Lopes disse...

E é assim que deve ser! : )

Lindo texto, Lu!

Um beijo,
Doce de Lira

Anônimo disse...

Sobre cada vez mais escrever e, ao natural, sentir e sentir, eu te reproduzo uma frase do grande poeta russo Wladimir Maiakowsky: "Me sinto preso ao papel pelo prego das palavras..." Bom, isso comigo é um balizador, uma estrada. Um território livre de emoções. Porteiras abertas.
Abs!
t.o.m.

Andréa Beheregaray disse...

Luciane, mudei meu endereço

http://andreatpm.blogspot.com

Beijo.

Águia disse...

Adorei esse, msm!! lindo..

me siga tb: http://clicdaaguia.blogspot.com/

beeijo