terça-feira, 18 de maio de 2010

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Não, não adianta me perguntar por que as coisas são assim ou então por que, para ser suave, é necessário arder. Eu não sei as respostas para as perguntas da vida e não sei como se faz para aliviar a dor. Não tenho respostas, não tenho antídotos e nem receitas. Eu só sei que parece que as pessoas sabem que precisam aprender mas não se deixam ensinar. Eu só sei que tem poucas, tão poucas pessoas com quem a gente realmente consegue sentir-se único e compreendido. Espero que você tenha encontrado a sua. Espero que você tenha aprendido a lição, de que a negação não nos torna felizes. O paradoxo da alegria está justamente na capacidade de suportar a dor, o medo da finitude, a pequeneza de nossa capacidade de escolha perante a vida e os acontecimentos que ela nos impõe. Nossa impotência.
Mas não somos pré-determinados, não somos pré-conduzidos, não estamos pré-destinados. Estamos vivos. E se você escolher viver, meu amigo, precisa doer. E se quiser doer, doa de verdade, até o fundo. Para que no fim da vida (se você tiver o privilégio de perceber quando essa hora chegar) você feche os olhos sabendo que viveu de verdade.

4 comentários:

ELtaura disse...

Lindo.

Marcelo Novaes disse...

Estar quites com a própria história a ponto de poder conceber-se podendo morrer a qualquer momento. Sem medo.





Um beijo.

Nádia Lopes disse...

aaaaaaaaaaaaaah, Lu que LINDO e que privilégio é te ler e ainda tentar aprender a me doer, me doar, e estar na vida de verdade!
beijoooo
FELIZ QUE TU EXISTA!

Sarah Slowaska disse...

"E se você escolher viver, meu amigo, precisa doer. E se quiser doer, doa de verdade, até o fundo."

WOW! Que abanão. Gostei!
beijinhos :*