sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Mudas

Estou muda. Garganta arranha. Vida dificil de engolir.
Sou muda. Semente nova. Me rega para eu florir.
Então muda. abandona o antes. E pode vir.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Do pouco que sei


Meu futuro sempre será musical...

terça-feira, 17 de novembro de 2009

one-way ticket

Se ela soubesse que as perguntas não teriam fim e que na verdade ninguém nunca iria contar nada sobre tudo, ela cresceria com medo, insegura, querendo colher pela vida vestígios de evidências de que a vida poderia mesmo valer tal pena.

Ela não tentaria, no futuro vindouro, se disso tudo soubesse, se preocupar onde ela habita; onde mora sua essência. Ela teria sido, então, uma criança acuada, observadora e reservada; e não assim como foi, sempre dada a pequenas bobagens e confianças.

Se ela soubesse que passaria a alojar em seu corpo uma angústia que até então nunca havia sido sua, trataria de ter se preocupado menos em ser complexa e intensa quando ainda tinha tempo de ser vil e inconsequente. Fútil e fugaz.

Mas agora é tarde e essa moça pensa. E essa moça pesa. Em seu íntimo ela sempre soube que valeria a pena a densidade. Sempre soube que seria mais difícil se relacionar com os outros e ser compreendida por si mesma.

Mas ainda havia muito a saber. Ainda há muito. Ela não é, mas um pouco sempre será, a menina das pequenas bobagens. Ela já sabe que não há como saber onde mora sua essência. Ela sabe que sua essência está no mundo. E que o mundo nos escapa a cada segundo.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Testemunha

Beverly: Por que você acha que as pessoas se casam?

Sr. Devine: Paixão?

Beverly: Não.

Sr. Devine: Interessante, eu pensei que você fosse uma romântica. Então, por que é?

Beverly: Porque precisamos de uma testemunha para nossas vidas. Há um bilhão de pessoas no mundo, que importância tem a vida de cada pessoa, na verdade? Mas no casamento, você se compromete a se importar com tudo. As coisas boas, as coisas ruins, as coisas terríveis, as coisas comuns… com tudo, sempre, todos os dias. Você diz: “a sua vida não passará sem ser notada, porque eu estarei lá para notar. Sua vida não ficará sem testemunhas, porque eu serei a sua testemunha.”

* Cena do filme "Dança Comigo", extraida do ótimo site
Picadinho de Roteiro, dica quentíssima da parceira blogueira Milena. Vale conferir!

Rehab

Queria que todas as minhas ânsias fossem envoltas, conduzidas e intoxicadas pela fumaça fosca, às vezes cinza, que acompanha o suspiro de quem é viciado em nicotina. Eu? Desse vício eu não sofro. Minha droga é nós dois.

Zerada

Sinto-me cansada demais para criar qualquer tema mais elaborado em minha cabeça. Não faço frases bonitas, não escolho palavras rebuscadas. Quero só as simples: cobertor, música, lágrima, livro, sorriso, café, beijo, sono, abraço, lápis, travesseiro e pantufas.

Não sei mais escrever nada. Agora, só quero tudo.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

desabafo

Tava aqui pensando nessa história de blogs. Não sei o que me traz tanto aqui. Não sei porque tudo que escrevo aqui não poderia estar escrito em um caderno só meu. Afinal de contas, é para mim que escrevo o que escrevo. Ou então, quando penso em alguém quando escrevo um post, que então eu escrevesse numa folha de papel e entregasse diretamente e somente àquela pessoa. Ou melhor, e cada vez mais raro: ir ao encontro da pessoa (quando possível) e falar tudo ao vivo, cara a cara, com minha própria voz.

Mas a gente foi criando cada vez mais barreiras para esse contato direto e cada vez mais o mundo dos blogs, twitters e messengers vem tomando o lugar dos contatos reais. E vem o velho problema da comunicação. Eu digo o que sinto? Eu expresso com as palavras certas um sentimento que por vezes é tão abstrato e complexo que muitas vezes só um olhar ou um toque poderiam dizer com precisão?

Sei la. No fim das contas acho que os problemas de comunicação estão ao vivo, por telefone, por computador, por blackberry...

As vezes me canso disso tudo.

Mas é assim no blog. É assim na vida. Vamos estar sempre lutando para tentar nos comunicar e expressar o que a gente sente. E TENTAR sermos compreendidos, quando possível.

Será que vocês me entenderam?