E eu que fico aqui pensando no que posso escrever nesse blog, que hoje tem 113 seguidores que não sei o que ou porque leem e não sei se o que digo faz algum sentido, se tudo isso aqui não é um grande teatro e se a vida não é uma grande fachada e se as pessoas não pensam assim como eu; as pessoas não pensam no fim, não pensam no infinito, não pensam nas perdas, na dor nos desencontros.
Eu não sei se sou só eu que sou assim de se perguntar das cores do céu, do comportamento do mendigo na rua que fala sozinho; que espero enxergar amor nos olhos das pessoas até chorar. Eu não sei se sou só eu que acredito na complexidade, que vibro com insunuações, que respiro divagações e busco suportar e acreditar nas ambiguidades. Eu, que sou pequena e gigante, que sou futil e complexa, que sorrio por qualquer elogio bobo, eu, que sou uma resposta a perguntas dúbias.
Eu sou receptáculo de mensagens contraditórias e ainda assim acredito nas pessoas, acho que devia acreditar mais em mim, mais nas pessoas que me querem bem, acreditar mais que eu sou do bem e e que posso ser do mal também. Eu preciso aprender mais sobre o mal, sobre o meu mal e os maus. Preciso ranger mais os dentes, ser aguerrida comigo e com os meus dedos.
Eu preciso escrever mais, preciso que as pessoas me escutem. Mas por que? Por que essa necessidade de ser lida, por que essa vaidade? Porque as coisas só ganham vida quando saem da mente, porque a vida é so vida quando a gente vê que pode perde-la assim por tão pouco. E o perde-la não se refere à morte mas sim a perda da vida que acontece bem antes. Porque a gente não pode ser só isso. Porque podemos ser mortais, mas temos que ser eternos.




