
Estou um pouco cansada, mas ainda assim percebo que nunca perco o entusiasmo. Sempre tenho esse desejo de crescer, mesmo sem saber até onde ou para que lado cresco. Machuco minhas estruturas quando me forço. Mas sigo.
Ainda persistem os beijos não dados, os afagos negados e um desejo de ser mais. Leio poesia para alimentar uma sede sem nome. Escrevo textos para lembrar alguma lição que se perdeu. E ainda assim nada nunca parece ser o suficiente. E por vezes tudo é somente excesso.
Amadureço minhas penas e ainda sou tão verde...
Quero te ver sorrindo, te ver correndo e cantando a nossa canção. Quero te ver chegando alegre, sem pressa e sem medo. Quero te ver chegando trazendo a parte que falta. Procuro meus vazios e sei que tem alimentos que não vem de mim. Mas não passo fome. Sou nutrida pela minha ternura.
Só sei que a trilha sonora da minha vida tem sido pintada com cuidado, escolhida a dedo. Um pouco impulsuva, um pouco medrosa, um pouco ousada. Minhas cores não me saciam ainda. Estou no meu caminho.
Quero que quando chegues saibas disso tudo e me traga teu cardápio, tua ansiedade e tua fome.
Ainda bem que não tens nome, porque és só oportunidade, és espaço, és o novo. Mesmo eu já te conhecendo há tanto tempo.
Venha sem medo e chegue para ficar.