Pouquissimas vezes na vida eu vivi um fim de ano como esse. Geralmente eu vivo esse período do ano como encerramento, como revisão de atitudes, escolhas, decisões. Um momento reflexivo, mais introspectivo e até mesmo um pouco triste, recolhido.quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Um fim que é um começo
Pouquissimas vezes na vida eu vivi um fim de ano como esse. Geralmente eu vivo esse período do ano como encerramento, como revisão de atitudes, escolhas, decisões. Um momento reflexivo, mais introspectivo e até mesmo um pouco triste, recolhido.segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Que eu seja...
De menos ingenuidades, mas sem perder a pureza
De menos raivas, mas sem perder agressividade para a luta
De menos temores, mas sem perder a prudência
De mais amor, mas sem perder quem eu sou
De mais roupas dobradas, mas sem perder a preguiça
De mais lavanda, de mais açucar, de mais beijos
De menos medo, menos palavras perdidas, menos silêncios
Que eu seja toda carne, toda sonho, toda.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Há um ano crendo para ver
Amanhã esse blog completa 365 dias de vida. 241 posts no total, contando com esse que você está lendo agora. Conversando com meu irmão sobre esse "aniversário", falávamos sobre a importância de vermos nossos sentimentos, idéias, devaneios e ficções datados, marcados no tempo, já que a vida é tão intangível e subjetiva. Poder ter essa marca, algum número que mostre pelo que passamos é estruturante, ajuda a viver. Olhando para trás nesses 241 posts, vejo que já passei pelos mais diversos sentimentos e sensações. Provoquei idéias, posso ter provocado inquietações, reflexões, risadas. Cada um leu como quis cada um desses pedaços de mim que formam esse espaço que eu tanto gosto. Momentos de mais exposição, momentos de feridas abertas, momentos de plenitude, momentos de alegria ou de solidão. Tudo aqui.
Não sei quanto tempo isso ainda vai durar. Tenho plena convicção de que esse blog é a minha cara, é o reflexo do que sou. Nem que às vezes seja quem eu gostaria de ser e ainda não sou. Não importa. Tudo é reflexo de mim, reflexo de quem passa por aqui, reflexo de quem está ou já passou pela minha vida. E já não diferencio mais a vida "real" da vida "virtual"... É tudo VIDA, é tudo presente.
Agradeço a todas as pessoas que passam por aqui. Os que sempre deixam seu recado, sua reflexão, aqueles anônimos que só lêem... Espero que algo de bom fique de tudo isso que já foi escrito. Espero que isso seja apenas o começo. Espero que essas palavras todas sigam ganhando vida, saindo dessa tela, que sigam me fazendo sentido e me fazendo ser cada vez mais feliz.
Porque eu simplesmente não canso de acreditar na vida...
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
O ministério da saúde emocional adverte
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A felicidade não é uma benção. É uma conquista
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O sofrimento não é opcional; aos olhos atentos, é presente
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O amor é inevitável. impensável. indomável
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Aprender a odiar a si mesmo é uma lição de amor
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Perdão não deveria ser um esforço; nem obrigação
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Estar exatamente onde se deseja estar é merecimento, não sorte.
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"Ter quem se quer" e não "querer quem se tem"
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Desapego, mais do que a arte de saber o que é supérfluo, é a arte de saber o que é indispensável.
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Atire-se no abismo e cairá em si mesmo. O que lhe aguarda lá embaixo - terra árida, grama macia ou colchão de molas - foi você mesmo quem escolheu. Está escolhendo agora.
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Não ser autêntico é prejudicial à saúde
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Juan Gelman e a quinta-feira
Escribir sin contar es como vivir sin vida. Las palabras serán inocentes, pero no su relación. El contador traza una columna del "debe" y otra del "haber" y en la última anota los silencios que supo conseguir. Con las caras de una palabra quisiera hacer piedras y mirarlas todas hasta el fin de mis días. Esas caras siempre tienen otras fugitivas de la boca. Morder la piedra, entonces, es la tarea del poeta, hasta que sangren las encías de la noche. En esa noche navegará sin rumbo fijo, desconfiado de todo, en especial de sí, mirando espejos que cantan como sirenas que no existen. El poeta se atará al palo mayor de su ignorancia para no caer en sí mismo, sino en otro país de aventura mayor, muerto de miedo y vivo de esperanza. Sólo el dolor lo unirá muertovivo al vacío lleno de rostros y verá que ninguno es el suyo. Y todos serán libres.
***
Una mujer y un hombre
Una mujer y un hombre llevados por la vida,
una mujer y un hombre cara a cara
habitan en la noche,
desbordan por sus manos,
se oyen subir libres en la sombra,
sus cabezas descansan en una bella infancia
que ellos crearon juntos, plena de sol, de luz,
una mujer y un hombre atados por sus labios
llenan la noche lenta con toda su memoria,
una mujer y un hombre más bellos en el otro
ocupan su lugar en la tierra.

