
Não sei dizer o que faço aqui
Só sei que venho e volto, bem aqui
Eu sei que congelo quando me afasto
Que derreto se chego perto demais
Não sei a forma de um poema perfeito
e desconheço jeito incólume de amar.
Se chegares e ainda me reconheceres
Avisa a todos que eu nunca fui poeta
Avisa que eu sou teimosa e exagerada
Que sou dramática e mentirosa
Que só tu conhece minhas verdades
e que uma delas é que eu não sou má.
Não sei dizer o que faço aqui
Eu não sei fazer poesia
Eu não sei quais palavras escolher
Só sei que me sinto escrava das letras
quando elas me açoitam por distratá-las
ou quando sabem que as estou usando para
me distanciar do que realmente sinto.
Me digam vocês, letras, quem sou
porque eu simplesmente,
Não sei dizer o que faço aqui.
***
Na verdade não sei o que se passa comigo hoje. Um ataque verborrágico informático bloguístico. Vontade de escrever sem parar. Uma vontade de escrever algo brilhante. Sabe aqueles textos antigos que tu encontra e depois fica pensando: "Puxa, eu mesma que escrevi isso? Adorei!". Pois é. Faz tempo que isso não acontece comigo. Ando meio sem inspiração, me sentindo pouco poeta, pouca prosa, pouca rima, pouca coisa.
Acho que são momentos. Foi uma semana cheia de chuva, uma semana de enchentes emocionais. Não gosto de ser reflexiva sempre. O coração às vezes me escapa e sai correndo por aí, desvairado e indomável, querendo me engolir.
Eu amo escrever, só não sei se a escrita me ama. Mas quem disse que o melhor do amor é ser correspondida? Óbvio que é bem melhor, mas eu adoro poder amar assim tanto. Amar só por amar. Adoro saber que eu aprendi muito nos últimos tempos. Tanto que eu queria começar tudo de novo. Então que eu possa amar hoje, que eu possa amar os ontens e esperar pelos amanhãs!
Eu creio para ver, sim!