
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
A hora certa

quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Fôlego
nao quero apagar o que ja fui nao quero esquecer do que ardeu sinto falta das pontuacoes dos sinais do que da limites nao sei onde as linhas comecam e terminam nao entendo as palavras as vezes elas viram meros desenhos graficos disformes que nao me mostram imagem alguma sou alegre e triste plena e vazia sou assim inconstante quieta calma e trovejante nao consigo me doutrinar nem explicar em linhas cansei de ser didatica sou disforme e iletrada apaixonada sou artista sou doenca sou saude da alegria as lagrimas as imagens na retina ficam gravadas e minha mente busca novas nascer do sol pegadas na praia vestigios do que ja fui e de quem passou nao quero reedicao nao quero deixar de acreditar na vida sou amor novo em coracao velho sou uma antiguidade em promocao nova colecao passada a limpo sei do que amo e do que nao posso sei do impossivel e do evitado sei do escandalo e do grito e so por isso posso amar de novo
Ponto.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Últimos sonhos de agora
Eu, aqui com meus botões, pensando: se semana que vem eu fosse morrer, com qual grande acontecimento eu gostaria de encerrar minha vida? E não estou falando aqui em estar rodeado pelas pessoas que amo, estar em paz, ver o sol se pôr, etc. Isso já é implícito. Estou falando de algo mais real, concreto, objetivo.Você tem algo com que sonha e nunca pôde realizar e que gostaria de fazer antes de morrer?
Pode ser dirigir um BMW conversível a 200km/h, pode ser escalar o Everest, pode ser assistir a um show do seu cantor preferido; Ou então coisas banais: tocar violino, pintar uma tela, saltar de bungee jump, reencontrar alguém, se reconciliar com alguém, plantar uma árvore...
Hoje, vendo o que vejo, creio que podemos até não chegar nunca a concretizar um grande sonho, mas sem ele já podemos até nos considerar mortos antes mesmo do último suspiro.
Porque não querer nada é pior do que ter tudo e não saber.
A propósito 1: eu tenho sonhos desse tipo, que, por agora, me movem: quero participar de uma peça de teatro, quero ver um livro meu publicado, quero poder dar à luz, quero conhecer Roma, a Torre Eifel iluminada à noite, quero assistir a um show do Keane, ter a coragem de voar de asa delta, conhecer o Andre Comte-Sponville e outros escritores que amo.
A propósito 2: Mas o meu maior sonho dessa semana, que estou podendo realizar, é poder ajudar a realizar o sonho de outra pessoa. Mas ele seria mais completo ainda se eu pudesse ver essa pessoa realizando o seu grande sonho e estar lá no momento, vendo a carinha dela de plenitude. Não tem maior satisfação do que essa.
Mas esse sonho, de ver pessoas buscando pelos seus, é um dos que eu tenho o privilégio de realizar todos os dias.
Amém.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Coração na boca
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Os pés do meu pai
Eu sou daquelas que não fico mais sentimental em dia dos pais, dia das crianças, Natal ou dia da avó. Para mim essas são datas comerciais apenas e que muitas vezes servem para que aliviemos nossas culpas presenteando tal pessoa no "seu" dia, mesmo que nos outros todos nem a valorizemos tanto.Para sempre.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Tears DON'T dry on their own

Fazendo uma auto-análise sobre essa falta de assunto pensei na possível razão disso, que então no meu caso e nessa teoria, seria o fato de estar MUITO feliz. Mas não posso aceitar isso. Porque eu amo escrever e amo ainda mais estar MUITO feliz. O que fazer? Estragar minha felicidade para conseguir inspiração? Não, não. Talvez então buscar inspiração na própria felicidade.
Então fiquei pensando nesse meu momento feliz, pleno, e tentando ver o que eu fiz para chegar até aqui. Porque sorte não foi. Destino, muito menos. Eu lutei para conquistar essa felicidade. Eu busquei estar sempre me vasculhando, me conhecendo, me descobrindo para saber o que realmente eu preciso e quem realmente eu preciso nessa vida. Eu descobri e não aceitei menos do que isso. Eu descobri e não tive medo de enxergar minhas partes feias para poder consertá-las. Eu descobri e não fechei os olhos.
Então agora vejo que as lágrimas da gente não secam por si próprias. Requer muito esforço, auto-conhecimento e auto-confiança. E, claro, confiança na vida nunca é demais. Confiança de que quando a felicidade finalmente bater à nossa porta, a gente possa lembrar que ela não apareceu por acaso. A gente a convidou para entrar.
Entra, felicidade. Entra porque eu te chamei, te busquei e te re-conheci.

