sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

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E de repente a morte, essa do não mais respirar ou existir, virou coisa pequena e boba. Quando ela percebeu que existe bem mais dor do que a de sufocar e que o coração pode doer mas também gozar muito mais até a hora em que resolver parar, começou a sorrir. E o lenço que envolvia suave seu pescoço alvo voou e foi pousar delicado e solene na grama que ela pisava e tudo começou a ter sentido. Ela fumava, e ficava a suspirar que a vida lhe intoxicava. Ela bebia, e esbravejava que a vida lhe embriagava. Mas nada disso era correto. A única certeza que agora ela carregava era o vento, e foi nesse instante que ela percebeu o óbvio: de que os olhos secam quando não piscamos, de que a garganta seca quando não aprendemos a calar. E ela calou, e piscou. Sentou, respirou, sentiu o batimento do próprio coração e começou a viver.

7 comentários:

  1. "sentiu o batimento do próprio coração e começou a viver."

    há coisa mais linda que começar
    a viver? antes tarde que nunca!

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  2. que orgulho dela!

    Lindo, Lou.

    Diz além.

    Um bjo, querida.

    Talita
    História da minha alma

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  3. Pelo menos ela percebeu a vida antes que fosse tarde demais.

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  4. Ah, Lu..lá no antigamente onde fui adolescente se cantava: "tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta o coração tranquilo"...agora eu sei, bom se conseguirmos tudo isso ou ao menos estar o coração batendo e pronto pra recomeçar né?
    beijo grande- saudade

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  5. Tenho um presente para ti no meu blog, te dediquei o "Prêmio Blog Vip".
    Um abraço

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