quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Motor

A rapidez da vida
Só desacelera meus passos.

Sigo lenta nas certezas
Rápida frente a dúvidas

Eu engasgo com o belo
Só para poder chorar

Eu apago em ventanias
Só para ouvir o assobio

Sou suave nas curvas
Só para sentir meu corpo

Derrapo quando te vejo
Só para sentir o arrepio

Não tenho mapas nem destinos
Não tenho estradas, pavimentos

Sou terra, areia e chão.
É uma audácia dirigir a vida

4 comentários:

  1. Opa... Meu motor travou os comentários!

    ResponderExcluir
  2. Que lindo, Lu!

    Falou de algo tão sério
    com tamanha sutileza...

    Conduzir a vida
    requer, de fato,
    uma vigilância constante:
    uma alternância
    de pressa e calmaria,
    de braveza e suavidade
    (setas para esquerda e direita)

    - ante as tantas incertezas
    e dilemas que há pelo caminho
    (paradas obrigatórias).

    Se o poema fosse meu
    (que audácia),
    eu apenas o chamaria de
    "Ao volante". (risos)

    Um beijão!

    ResponderExcluir
  3. Oi, Lu!

    Dirigir pela vida, requer de nós um motor muito ajustado e potente!
    Se adaptando a cada curva, a cada estrada e ainda nos permitindo apreciar a paisagem... por que
    os caminhos são muuuitos!
    E teu motor, pelo jeito... vai bem e vai looonge!

    Bonita a correlação que tu fizeste para escrever sobre este tema!

    Bjão!!!

    ResponderExcluir
  4. Que maravilhoso!Dirigir a vida nao tem escola, tem escolhas.
    Sim, Lu vamos marcar o remo.Assim q tu tiver um tempinho avisa, acho q tu vai adorar.bjs

    ResponderExcluir