terça-feira, 21 de julho de 2009

Ah, se antes...

Ah, se antes ela soubesse que a verdade é como o vento, que quando sopra constante dá continência e define contornos...

Ah, se antes ela soubesse que o amor é coisa delicada, que se constrói com cuidado, sem pressa, sem sonho mas com ideal.

Ah, se antes ela soubesse que beijo é presente e não consolo.

Que sorriso é entrega e não mero agrado.

Ah, se antes ela soubesse que confiança é cristal raro, e mais: se soubesse que é digna de um amor que percebe, que nota sutilezas, que nota distanciamentos, nota fugas e mentiras.

Se antes ela se soubesse especial e diferente como se sabe hoje, não arriscaria a confiança alheia com ferimentos só para testar sua existência.

Hoje ela existe para si e sabe. Ela merece e sabe.

Hoje não é mais ontem. Mas ontens existem para isso.

Ela agora o sabe

Mas se antes soubesse, teria sido diferente o rumo de sua história?

Há que se esquecer dos ontens e amanhãs e compor-se somente de hojes.

Para sempre.

6 comentários:

  1. Queria ter escrito esse texto.Ah, se antes eu o tivesse escrito...Ah, se antes eu o tivesse escrito não poderia ler essas belas e bem vindas palavras. Valeu Luciane!
    Beijo

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  2. É uma delicia, e ao mesmo revelador, eu me achar refletido na maioria das letras que aqui encontro.

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  3. Mas a gente acaba sempre sabendo na hora certa, João... Nem antes nem depois...
    ***
    Milena, querida. Obrigada pelo elogio. Beijo pra ti tb!
    ***
    Acho que todo mundo tem um pouco desse "ah, se antes..." na vida, né?

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  4. aaaaaaah, que lindo isso!
    Também queria ter escrito e sentido esse texto!

    beijooooo

    o meu recém posto:
    ela era tão infatil
    que tinha medo de avião
    enquanto o mundo todo caia
    era tão boba
    que se vestia de noiva de verdade
    até em casamento caipira
    ela era tão leve
    que mesmo com dor sorria
    as dores nela não faziam raiz
    ela era tão ingênua
    que falava com anjos
    a acreditava sem fim
    ela era assim
    até o dia triste
    que se quis "adulta"
    e bobamente "esperta"
    se negou vontades
    abortou uns sonhos
    guardou fantasias

    cheia de ardis

    ela tão armada
    ela tão deserta
    na ânsia de ser forte
    esqueceu de ser feliz!

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  5. Lu, querida

    Eu que queria ter escrito isso. Fez um eco tão grande nas minhas histórias. Obrigada por descrever-me. Beijos,

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